Jornal elaborado pelos alunos do 3º semestre de Jornalismo

 

 
Palhaços trazem risos aos pacientes
 

Thiago Frotscher

 
  Engana-se quem pensa que é só de circo que vive o palhaço. A arte do clown (arte do riso) está disseminada também na área da saúde. Começou nos EUA na década de 70 e logo depois ganhou força mundial. Hoje milhões de hospitais utilizam esta arte como forma de interação entre o paciente e o corpo clínico.
A Santa Casa de Limeira conta com a ajuda de um grupo especializado nesta área. Os “Libertadores do Riso” trazem alegria e risadas aos pacientes, especialmente às crianças. O grupo atualmente são formados por nove pessoas que atuam desde 1997 na arte do clown. Eles vão ao hospital duas vezes por semana, geralmente nas sextas-feiras na parte da tarde e aos domingos de manhã.
Estas pessoas atuam voluntariamente, tendo apenas um espaço cedido pela Santa Casa para se trocar. “Não há dinheiro no mundo que me pague um sorriso, e se alguém tentar me pa- gar eu bato nele”, diz Ro- nei da Costa, um dos inte- grantes do grupo.
Ele também coloca que seu trabalho é importante, pois além de levantar o astral das pessoas eles dão a elas a liberdade de poder decidir se querem ou não interagir.
Uma das grandes di- ficuldades que enfrentaram foi a vez que uma das crianças que a- companhavam em toda visita acabou morrendo. Ronei conta que todos ficaram abalados e que foram ao enterro dele.
Mesmo assim os integrantes tem uma total satisfação pelo que fazem. Não ganham nada de valor material, mas saem de lá com a consciência de que a felicidade é um dos maiores bens da vida.
 

 

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