Vicente Adorno mostra sua visão sobre a TV Pública

O editor chefe de notícias internacionais da TV Cultura, Vicente Adorno, revela que não gosta das cenas chocantes apresentadas em programas de televisão. Para ele, não é Jornalismo o sensacionalismo, as mortes e as cenas fortes. Ele já trabalha há 20 anos e diz que diz que nunca mais quer voltar a trabalhar sob censura.
Adorno é formado em Jornalismo pela Cásper Líbero e em Letras pela USP; teve várias experiências fora do Brasil, uma dela no Japão. "No Japão se trabalha em equipe, como eu era individualista foi uma boa experiência. A TV no Japão é bem comportada e rígida", lembra.
Adorno afirma que "o importante é atender sempre os telespectadores e saber o que eles pensam". O jornalista acredita ser interessante quando as pessoas ligam para a emissora para reclamar ou dar opiniões. "Há dificuldade para se criar uma identidade para a TV e para o Jornalismo público. E para fazer uma programação voltada para o cidadão diferente das outras emissoras", garante.
Ele afirma ser preciso dar prioridade à cultura e a educação, sem deixar de lado o entretenimento. "A TV pública tem um compromisso com a ética e a qualidade de sua programação. E a TV Cultura, desde o seu início nos anos 70, teve sempre a missão de atuar como uma TV Escola, voltada para a educação à distância, e com o objetivo de fazer educação e cultura para o nosso país".
Em sua opinião, os programas infantis da TV Cultura fazem sempre muito sucesso, pois além de serem programas divertidos, são educativos. "Escrever para crianças e raciocinar como elas é muito difícil, pois é um outro tipo de linguagem que você tem que ter", avalia. Por isso, acredita que é um desafio e admira as pessoas que trabalham com facilidade para as crianças.

 

 

 

Homepage